sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Bô Zen e a Tia (Dona) Rosa

   A família voltou a estar na moda. Aquilo que se quer parecer e mostrar também!
Mostra-se mais do que aquilo que se é realmente. Não importa se é trolha, chapeiro, ou serralheiro, o que importa é parecer Sr Doutor, mostrar ser Sr Engenheiro, dar um ar de Ex.mo Diretor Comercial de uma empresa fictícia.
   Como pessoas que tais, trabalham toda a semana num "trabalho menor" e por vezes a sujidade acompanha o seu uniforme de serviço. Mas o fim de semana é passado na casa do avô - - zen ou da tia - dona - rosa.
   
    Shiuuu!!!! [Ninguém precisa de saber se ando a chapar massa a semana toda.O que realmente me dá valor e que a sociedade vai valorizar é o dinheiro que eu aparento que tenho e os copos que pago aos "amigos"]
   * "amigos"- aqueles seres que até acreditam no Sr Doutor ou no Ex.mo Dr. Comercial de fim de semana.

   Se de um lado do teatro vemos jovens atores muito promissores ao que diz respeito a alta sociedade, no outro extremo do palco temos à semelhança da desfolhada: a descasca da fruta , por parte do público feminino. Embora pudesse perfeitamente ser uma desfolhada! 
   Visto que as moçoilas são "boas como o milho"- CUIDADO com o amigo microondas, ainda viras pipoca.

   Sabe-se de fonte segura, que o segredo reside na técnica do descascar da fruta, mesmo fora de época.
Técnica de sedução infalível aos olhos, ou à falta de visão comercial.
  Seja da ala direita do palco ou da ala esquerda, estes jovens atores juntam-se no centro do palco para mais um show de fim de semana.

   Resta aqui ressalvar o reconhecimento do seu árduo trabalho que nem folga têm. È muito duro e cansativo...


Por terra de Arcebispos, fruta que ajoelha é Papa.


                                                                                                                            Maria Não

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Para um bom português arregaçar as mangas basta


   Um bom português trabalha que se mata!

   É  pessoinha para trabalhar afincadamente horas a fio, sabe reconhecer a necessidade de fazer mais, puxar as mangas até ao cotovelos (obtendo assim uma maior liberdade de movimentos), seja ele operário, chefe, sub-chefe ou Patrão.
   A sua qualidade de mão-de-obra é reconhecida a nível mundial e quiçá na Europa. É uma das melhores do mundo ocupando o pódio das referências mundiais.
   Grandes marcas internacionais, procuram e exigem o melhor: desde o têxtil, à metalurgia, até mesmo à gestão de negócios o tuga é a referência. “Se é português, é qualidade mais que garantida”.
   Por terras bárbaras, entenda-se “estrangeiras” ser português ou matéria-prima de origem portuguesa abarca automaticamente selo de qualidade. Porque em tudo o que o tuga põe a mão, o tuga faz e faz bem feito.

   MAS, chegar a casa ao fim do trabalho e ficar alapadinho no sofá é sagrado!!!
   É como ir à missa ao domingo de manhã, não há como fugir à promessa.
   Enquanto o apanharem no seu tempo de trabalho mesmo que esteja a fazer horas extra, tuga que é tuga trabalha as horas que forem preciso, mas se lhe pedirem para mexer uma palha após o seu deleite no sofá, até o prédio da frente pode esmorecer que ele Não se vai mexer. O máximo que poderá acontecer é levantar a sobrancelha como forma de protesto. A paralisia apodera-se do seu encéfalo. Não me surpreende o seu espanto ao ver uma notícia (alapado no sofá) de um português reconhecido por terras bárbaras.

    “Podia ter sido eu, mas este sofá…”

   Provavelmente o sofá em que esta alapado foi feito, desenhado e produzido por um português com matéria-prima portuguesa.
   Português é criativo, mas só quando quer. Português é pró-ativo, mas só quando quer. Português arrisca e vai mais longe, mas só quando quer. Português é selo de qualidade e excelência, se NÃO estiver alapadinho no sofá.
Maria Não