sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Andamos todos com saudades, uns dos outros.

Estamos no mesmo espaço, na mesma mesa, mas não estamos com as pessoas, com os (nossos outros eus) amigos.

Vestimos carcaças, pomos capas e lenços ao pescoço; cobrimo-nos....
Cobrimo-nos aos nossos melhores amigos, tapamos a nossa presença mesmo estando no mesmo meio metro quadrado.
Rimo-nos, divagamos, falamos sobre o tempo, conversamos sobre tudo e mais alguma coisa. Mas aquilo que realmente nos atormenta a mente e nos tira o sono, colocamos sobre o mesmo, um tecido qualquer, desde que tape o dito cujo.

Não porque tenhamos vergonha, ou que não nos sintamos á vontade para partilhar o que deambula pelas redes neuronais de cada um de nós. Simplesmente, perdemo-nos!
perdemo-nos uns dos outros, mesmo sabendo que esta(va)mos todos no mesmo sítio, perdemo-nos de nós próprios.

Como nos perdemos juntos, juntos nos encontraremos, é só apontar para o Norte. Somos uma bússola que só funciona com a sincronização do magnetismo de todos.
Sozinhos estaríamos perdidos.
Para além disto, a saudade... a saudade.

A saudade só sentimos das coisas realmente boas.

Maria Não