Andamos todos com saudades, uns dos outros.
Estamos no mesmo espaço, na mesma mesa, mas não estamos com as pessoas, com os (nossos outros eus) amigos.
Vestimos carcaças, pomos capas e lenços ao pescoço; cobrimo-nos....
Cobrimo-nos aos nossos melhores amigos, tapamos a nossa presença mesmo estando no mesmo meio metro quadrado.
Rimo-nos, divagamos, falamos sobre o tempo, conversamos sobre tudo e mais alguma coisa. Mas aquilo que realmente nos atormenta a mente e nos tira o sono, colocamos sobre o mesmo, um tecido qualquer, desde que tape o dito cujo.
Não porque tenhamos vergonha, ou que não nos sintamos á vontade para partilhar o que deambula pelas redes neuronais de cada um de nós. Simplesmente, perdemo-nos!
perdemo-nos uns dos outros, mesmo sabendo que esta(va)mos todos no mesmo sítio, perdemo-nos de nós próprios.
Como nos perdemos juntos, juntos nos encontraremos, é só apontar para o Norte. Somos uma bússola que só funciona com a sincronização do magnetismo de todos.
Sozinhos estaríamos perdidos.
Para além disto, a saudade... a saudade.
A saudade só sentimos das coisas realmente boas.
Maria Não