domingo, 18 de janeiro de 2015

Encanto


   È certo que por muito que tentem escapar, acabamos sempre por esbarrar no que se atravessa ao nosso olhar, é inevitável.
O encantamento por um pequeno brilho no paralelo da rua, ou os saldos naquela mala hermes birkin (saldos numa hermes birkin!?... ficamos só pela ideia); o olhar confortável e revitalizador de um ser fenomenal; continuando a admiração aos seus pormenores visuais vão assoberbando o ser e click! Que “crazy”!

   O sonho de uma princesa-rainha com olhar de menina doce mas ao mesmo tempo com a segurança de uma rainha, mulher de armas, decidida a conquistar o mundo.
Zás! Eis que acaba o sonho.
   Oh Não, que catástrofe natural: o ser falou. A vulgaridade assombra cada palavra expulsa de seus lábios singelos. Que desperdício de qualidade aparente, ampliada ao brilho que envolvia o ser no exato momento anterior.

Não era o príncipe encantado, era só o encantamento pelo ser.
Não gostei do sonoro.
Não era para ser o ser.


Maria Não, não sonha, pondera a possível realidade. Porque a velocidade da luz é superior á velocidade do som: Não turvem a visão, esperem pelo vosso som. 


Maria Não Ser

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