Encanto
È certo que por muito que tentem escapar, acabamos sempre por
esbarrar no que se atravessa ao nosso olhar, é inevitável.
O encantamento por um pequeno brilho no paralelo da rua, ou
os saldos naquela mala hermes birkin (saldos
numa hermes birkin!?... ficamos só
pela ideia); o olhar confortável e revitalizador de um ser fenomenal; continuando a admiração aos seus pormenores visuais
vão assoberbando o ser e click! Que “crazy”!
O sonho de uma princesa-rainha com olhar de menina doce mas
ao mesmo tempo com a segurança de uma rainha, mulher de armas, decidida a
conquistar o mundo.
Zás! Eis que
acaba o sonho.
Oh Não, que
catástrofe natural: o ser falou. A
vulgaridade assombra cada palavra expulsa de seus lábios singelos. Que
desperdício de qualidade aparente, ampliada ao brilho que envolvia o ser no exato momento anterior.
Não era o
príncipe encantado, era só o encantamento pelo ser.
Não gostei do
sonoro.
Não era para
ser o ser.
Maria Não, não
sonha, pondera a possível realidade. Porque a velocidade da luz é superior á
velocidade do som: Não turvem a
visão, esperem pelo vosso som.
Maria Não Ser

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